segunda-feira, 21 de julho de 2008

tristeza

Não importa a tristeza que me toma a carne. Ainda me sinto feliz dentro dos adornos do quarto vazio. A melancolia vem a esmo, como quem não quer chegar. Felicidade é transeunte em meu peito aberto de sofrer. Ela arde e transpira em meus poros, apesar do pouco amor que estampa essas paredes brancas, já escuras do meu lamento.

Felicidade é sentir, mesmo com o coração cristalizado, espalhando os farelos pulsantes. E de que vale o coração? O peso do amor que balança desacordado, mas que habita. Não se inspira tristeza sem amor. Há de existir sempre; mesmo que entre os opostos, ele continuará manchando as paredes.

Não venha à tona dizer que não sente mais. Se o fizer, te trarei ao quarto vazio, que de pouco amor, estimula o coração.

sábado, 5 de julho de 2008

queroqueroquero


Só sei querer.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Despindo

Quero me despir de tudo que me resveste. Jogo fora minhas incertezas, nesse momento.
Guardo-as nesse blog, que pra mim é só espaço pra depositar o que não cabe mais em pensamento. É o que extraio de mim, é minha forma prosaica.

domingo, 29 de junho de 2008

Ei,

Esse texto eu iniciei, e nunca dei um devido final. Mas, sabe aquelas idéias que se fixam à cabeça e nunca chegam ao papel ( nesse caso, bloco de notas ) ? Pois é. Por isso, vai assim mesmo:



Não vai demorar até você olhar pro meu rosto cor de madrugada,
com tantas noites que foram reviradas, e pensar na dor e calafrio que te acomete, quando lembra da falta que eu faço entre seus braços. Não imagine que seja fácil suportar os delírios oníricos que você me submete.

Mas difícil mesmo é ter que esconder os dentes rangendo, a púpila dilatando e o coração que vai desenfreado toda vez que a porta bate e separa minha dor do seu desejo. Continuo precisando de alguém que me suporte até nas piores noites, aquelas em que o mau-humor chega e o sono tarda.

Continuo almejando palavras que caibam ao ouvido e ao coração. Frases interminadas que você me disse, ou qualquer loucura inventada que ilustre meus sonhos.

domingo, 25 de maio de 2008

Pior do que saudade, é saudade sem fim.

terça-feira, 20 de maio de 2008

explodir

Aprendi a me esconder atrás de mim mesma.

É horrível ter que se intrincar debaixo da própria saia, e fazer aquela cara de que tá tudo certo.



O São João virá numa excelente hora

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Direito do consumidor

Eu descobri que a vida deveria ser menos carnal.

A gente sente muito as coisas, sente no ouvido, sente no nariz, na boca, no pescoço e por toda linhagem geográfica corporal, amalgamando todos os tipos de sensações às dores e júbilos da carne.
É por isso que existem os exageros, por essa imprudência sentimental que invade os corpos sem pedir licença, fazendo-nos sentir vinte e quatro horas por dia.

Eu queria estar isenta de certas dores diárias, como pentear o cabelo pela manhã, bater o dedo do pé na quina da cama, a lente ardendo no olho, a coluna nas aulas de história. Mas só algumas dores, porque afinal, eu não viveria sem passar a língua freneticamente na afita localizada estrategicamente entre os dentes e o lábio inferior.

Se a escolha de sentir fosse nossa, tudo seria mais interessante de se viver.
Numa prova de matemática por exemplo, zero. Um zero bem inexorável, como diria Zezé.
A sensação de revolta, raiva, ou até tristeza, poderia ser simplismente banida, e você acordaria às cinco da tarde, de cara pra um lindo sol poente.

ê vidão